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Professor do curso de RP da UFAM é premiado nacionalmente com tese sobre ONGs e sustentabilidade

Professor do curso de RP da UFAM é premiado nacionalmente com tese sobre ONGs e sustentabilidade

Tese de doutorado de Jonas da Silva Gomes Júnior trata dos discursos das Organizações Não-Governamentais que atuam na Amazônia

A tese de doutorado “ONG’s Transnacionais e os sentidos de sustentabilidade Amazônica: Imaginário, discurso e poder” deu ao professor do curso de Relações Públicas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Jonas da Silva Gomes Júnior, 29, o 1º lugar na 4ª edição do Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional.

O trabalho do mestre, que integra a Faculdade de Informação e Comunicação da Ufam (FIC), concorreu na categoria “Amazônia – Tecnologia e Inovações para o PRDA” do prêmio – a entrega da honraria acontecerá no próximo dia 5, às 13h (horário de Manaus), no auditório do Ministério da Integração Nacional, em Brasília.

Doutor em Sociedade e Cultura na Amazônia e Mestre em Ciências da Comunicação pela Ufam, o professor disse que sua tese investiga os discursos utilizados pelas ONGs Transnacionais Ambientalistas, levando em conta as projeções imagéticas e o contexto do desenvolvimento sustentável na Amazônia. “O estudo analisa os processos de significação e as características discursivas dessas ONGs, estabelecendo relações entre o discurso da Sustentabilidade Amazônica, a construção imaginária da região e ‘espetacularização do verde’ no mundo globalizado. A tese trabalha, ainda, com a perspectiva de que os discursos das transnacionais possuem consequências simbólicas, tais como a sustentação de diversos imaginários sobre a Amazônia”, explica o autor.

Ele disse que a premiação foi uma “grande surpresa”, pois pesquisadores de todo o Brasil submeteram diversos trabalhos. “O Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional é caracterizado por ter uma ampla concorrência. Por isso, não tinha expectativas em ser agraciado com esse prêmio do Ministério da Integração”, declara.

No resumo da tese, onde o mestre fala que “contudo, existe ainda um esquecimento do rico patrimônio cultural dos amazônidas”, ele explica que o patrimônio histórico-cultural das populações amazônicas, a riqueza das relações socioculturais, elementos indissociáveis do ser humano, muitas vezes, são esquecidos ou deslocados no discurso das ONGs; dessa forma, ao enfatizar o sentido de que a região é um patrimônio puramente natural, as riquezas históricas e culturais são suprimidas”. Nota-se, por exemplo, diz o professor, “que os indígenas são projetados nos textos analisados com representações habituais, rostos caracterizados, fenótipos e adereços. Essa visão estereotipada é recorrente em vários textos que se predispõe a reforçar a imagem pueril do índio”.

‘Sustentabilidade amazônica deve basear-se em uma visão complexa-integralizada’

Ao ser perguntado se a sustentabilidade na Amazônia é tratada como merece ser ou o que falta, o professor Jonas Júnior defendeu que a sustentabilidade amazônica deve basear-se em uma visão complexa-integralizada, não sendo possível conceber uma noção de sustentabilidade que separa discursivamente homem-natureza.

“A floresta amazônica é também sociedade-natureza–cultura. Sem este olhar complexo, a perspectiva da sustentabilidade amazônica, adotada pelo poder público e ONGs, permanecerá apenas um discurso esteticamente admirável, mas com implicações práticas redundantes. Um projeto de sustentabilidade amazônica deve necessariamente conjugar mudança na relação homem-natureza, alfabetização ecológica, mobilização para transformação, programas que levem em conta as populações tradicionais, integração entre ciência, tecnologia e conhecimentos tradicionais, gestão eficaz e eficiente de recursos e modelos que coloquem em evidência o ser humano.

Fonte: A Crítica

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