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100 anos de ABRP no Brasil

Visão da ABRP-SP sobre o Centenário das Relações Públicas no Brasil
1914-2014

O dia 30 de janeiro de 1914 entrou na história não somente pela decisão da The São Paulo Tramway Light & Power Company Limited (atualmente AES Eletropaulo) quando criou um departamento de Relações Públicas, liderado pelo engenheiro Eduardo Pinheiro Lobo. Esta data marca também a institucionalização da atividade de Relações Públicas, uma filosofia de comunicação e gestão de relacionamentos que é transversal aos negócios e empreendimentos empresariais brasileiros que valorizam o diálogo, a transparência, a qualidade, a ética e que vem amadurecendo à medida que o ambiente de negócios do Brasil também floresceu, cresceu e diversificou-se.

É indissociável o crescimento da cultura de relações públicas como o crescimento do pensamento empresarial, industrial, do agronegócio, dos serviços e dos movimentos sociais. Em todos os segmentos da economia do nosso país – e mais ainda, em nosso cotidiano social – a consolidação de relacionamentos, da busca da via do entendimento, a qualidade de produtos e serviços, o atendimento ao cliente e ao consumidor ratificam o investimento de milhares de cidadãos brasileiros que desde os primórdios do século XX vêm empreendendo, não só pela construção de uma prática cientificamente fundamentada – tendo em vista a constituição de um campo de ciência próprio – mas também o desenvolvimento econômico e social, um ambiente onde se encontram empresas, indústrias, governos, agências, organizações não-governamentais, profissionais, professores e estudantes se apropriando das competências da comunicação para gerar negócios, estabelecer relacionamentos e construir sentidos na sociedade, com ética e cidadania.

Os acontecimentos que se sucederam nesta trajetória das Relações Públicas no campo científico e no mercado pertencem a esta comunidade. Pertencem aos gestores e donos de empresas que acreditaram nos modelos vindos da Europa e dos Estados Unidos e encontraram pessoas capazes de reinventar esses modelos, a ponto de termos uma cultura de Relações Públicas genuinamente brasileira, singular. Pertencem aos governos, que no âmbito federal, estadual e municipal criarem departamentos de Relações Públicas e capacitaram seus servidores nas décadas de 50, 60 e 70 e estão retomando a cultura de relacionamento, transparência comunicando-se mais e melhor com a sociedade. São frutos de relações-públicas pioneiros que, mesmo antes da profissão ser reconhecida e regulamentada em 1967 já atuavam, difundiam e criaram as primeiras agências de relações públicas que cresceram e se multiplicam e tem reputação no mercado empregam suas expertises aos clientes.

Os resultados dessas iniciativas pioneiras, que de formas isoladas ou conjuntas, foram exitosas e fizeram esta atividade chegar a esta marca centenária. Indicam como migramos de uma ocupação para a profissionalização, com o desenvolvimento de um pensamento científico, sistêmico e estratégico, colocando as Relações Públicas ao alcance da sociedade brasileira, ao serviço das mais variadas atividades no setor público, privado ou terceiro setor.

Então, não podemos falar de Relações Públicas em 100 anos no Brasil, sem falar de ciência, sem falar de pesquisa, sem falar em democracia, sem falar de liberdade de expressão, sem falar em espírito empreendedor empresarial, sem falar de direitos do consumidor, sem falar de economia de mercado, sem falar em interesse público, sem falar em qualidade, sem falar em reputação, sem falar de cidadania e direitos humanos, e nunca esquecer destes valores e princípios que balizam a ética e a estética de nossa atividade e a conduta de nossos profissionais.

Celebrar o centenário das Relações Públicas no Brasil é reafirmar a maturidade de um sistema político, econômico e social que reconhece a vitalidade e a importância da harmonia social, da cidadania, de qualidade e de relacionamentos, que atravessaram o século XX e chegam ao século XXI consolidando conquistas e almejando mais comprometimento, ética e coragem para as mudanças e transformações em todos os empreendimentos e segmentos da sociedade brasileira.

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Qual deve ser o foco principal da ABRP-SP perante a comunidade de profissionais, professores e estudantes de Relações Públicas?

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