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Análise da ABRP sobre os resultados do Latin American Communication Monitor 2014-2015

Análise da ABRP sobre os resultados do Latin American Communication Monitor 2014-2015

A leitura dos resultados desta pesquisa nos traz aportes importantes para refletir e estabelecer comparativos entre os diferentes e singulares ambientes de negócios para a comunicação e as relações públicas na América Latina. Mais ainda, revela que caminhamos para a consolidação e maturidade dos mercados, das democracias e das sociedades latinoamericanas, com desafios ainda em termos das questões de gênero, remuneração e sobrecarga de trabalho ainda a serem enfrentadas.

É indissociável o crescimento da cultura de relações públicas aliada ao crescimento do pensamento empresarial empreendedor, da qualidade de produtos e serviços, dos avanços sobre direitos do consumidor, da economia de mercado, da cidadania e direitos humanos, que tornam nosso papel comunicador muito importante para assegurar às organizações transparência, boa reputação e ética.

Os desafios da comunicação digital estão implícitos e no topo da agenda dos profissionais não só pelas novas formas de relacionamento, mas porque também induzem maior capacidade de geração de valor, confiança e vínculos entre os públicos que afetam e influenciam as organizações.

O perfil deste comunicador latinoamericano se caracteriza por ser experiente (mais de 10 anos de experiência), concentrado nas grandes cidades de cada país, sendo 2/3 (dois terços) mulheres. A titulação em pós-graduação, como mestrados e MBAs também é significativa, e reforça a busca pela educação continuada, excelência e especificidade das atividades e competências que os profissionais procuraram incrementar as suas formações e dar às organizações onde atuam mais qualidade técnica e conhecimento científico.

As dificuldades na profissionalização da área ainda são denunciadas pelos nossos colegas, sobremaneira as mulheres, que identificam ainda baixa remuneração (ou não equivalência com os colegas do gênero masculino) e oportunidades de trabalho. Os mais jovens também se queixam das barreiras existentes para oportunidades de trabalho e ascensão na carreira. Uma curiosidade – e ponto positivo – parte das mulheres na comunicação a valorização da comunicação face a face.

A comunicação online projeta-se em 2017 como quase total, com 94% de uso por parte dos profissionais, frente a 64,6% de meios audiovisuais e 45,6% de meios impressos. O uso de dispositivos móveis passará de 60,5% hoje para 91% em apenas dois anos. Contudo, ressaltamos que os meios digitais estão aí na ordem do dia e não devem ser sobrevalorizados, deixando de lado a capacidade dos relações-públicas em diagnosticar bem antes da escolha dos meios mais adequados aos relacionamentos com os públicos estratégicos das organizações, estabelecendo um plano de comunicação consistente.

A capacidade e o interesse em ouvir e interagir com os públicos será mais exigida e um caminho inevitável para os comunicadores e organizações interessadas em gerar valor, atrair clientes e audiências a partir da experiência com suas marcas e produtos, trabalhando a reputação.

Na verdade, devemos pensar também em modelos de gestão que coloquem os planos de comunicação como elementos significativos, que sirvam como indicadores da boa gestão da reputação e transparência, tanto quanto são valorizados pelo mercado os relatórios financeiros, de sustentabilidade ou de impacto socioambiental. A profissionalização da comunicação e seu reconhecimento pelo mercado colocam as organizações que investem em relações públicas como capazes de gerar mais confiança e enfrentar os desafios da mudança em mercados cada vez mais competitivos e instáveis – e a comunicação está preparada a responder, novamente primando por relacionamentos com transparência, ligação estratégica dos objetivos da organização e da comunicação e ética.

A pesquisa revela ainda a necessidade do posicionamento verdadeiramente estratégico nas organizações – detectar a questão do poder de influenciar a alta administração como um fator ainda a ser mais trabalhado. Olhando os dados dos respondentes brasileiros, percebe-se que estamos posicionados como facilitadores estratégicos, com boa influência executiva. Os dados evidenciam ainda que a qualificação da comunicação no setor público também vem crescendo.

Por fim, nos chama a atenção o fato de 50% dos entrevistados não estarem filiados a nenhuma organização profissional, fato que denota a necessidade de gerarmos mais valor aos profissionais e dos mesmos também se aproximarem das suas entidades para encontramos juntos mais estratégias de alcance e influência na alta administração das organizações.

O compromisso da ABRP que renovamos é de fomentar a troca de ideias e experiências entre nossos associados, estudantes e o mercado de forma geral, promovendo e/ou apoiando cursos de formação e de capacitação profissional, criar ambiência para debates e incentivo a publicações para a disseminação e o desenvolvimento profissional, contribuindo para o crescimento e valorização da atividade de Relações Públicas.

Indicamos e recomendamos a leitura completa dos dados da pesquisa diretamente na página do Latin American Communication Monitor 2014-2015, onde há ainda vídeos e outras informações sobre o European Communication Monitor, matriz desta iniciativa que se desenha ter alcance global.

Marcus Vinicius de Jesus Bonfim
Presidente da ABRP-SP

São Paulo, 16 de julho de 2015.

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